
Time Feminino de ginástica artística do Brasil após ganhar medalha de Bronze nas Olimpíadas 2024 - Foto: (reprodução/internet)

A ginástica artística, também chamada de ginástica olímpica, é um esporte que combina técnica, flexibilidade, equilíbrio e muita força, sendo considerada uma das modalidades mais difíceis de praticar. Esse esporte, além de exigir a parte técnica, também exige a parte artística, em que os atletas têm que realizar os movimentos com fluidez e elegância.
Os movimentos do esporte envolvem várias acrobacias, como saltos e giros, que demandam muita força corporal e mental e também precisão. Por isso, vários atletas profissionais começaram a carreira bem novos, pois esse esporte demanda muito do corpo humano. É possível entrar mais velho neste esporte, porém é preciso ter mais tempo para dedicar-se e fazer muito treinamento para o corpo se acostumar com a rotina intensa.
Os treinamentos físicos de um ginasta é bem desafiador, já que o objetivo é aumentar a flexibilidade e a força muscular, e para conseguir esse feito é necessário fazer muitas repetições todos os dias, dedicando tempo para os treinamentos para atingir a perfeição dos movimentos técnicos. Além da parte física, a parte mental também é muito importante, pois ajuda o atleta a ter concentração e confiança em si mesmo, evitando prejudicar o seu rendimento.
Esta modalidade ganhou bastante destaque após o seu grande desempenho nas Olimpíadas de 2024, resultando quatro medalhas ao Brasil, sendo: uma de bronze, duas de prata e uma de ouro. Por conta disso, uma grande quantidade de pessoas se interessaram em aprender ou em praticar esse esporte; dessa forma, aqui está tudo o que você precisa saber sobre a ginástica artística.
Ginástica Artística: venha conhecer sobre uma das modalidades que mais trouxe medalhas para o Brasil nas Olimpíadas Paris 2024
Origem da Ginástica Artística
A ginástica tem suas origens na Grécia Antiga, onde os gregos tinham o costume de praticar exercícios acrobáticos e movimentos que eram inspirados na guerra e no treinamento militar. Entretanto, a famosa ginástica que acompanhamos nas edições das Olimpíadas foi estruturada na Alemanha no final do século XVIII.
O alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn, considerado o pai da ginástica, desenvolveu diversos aparelhos para o esporte, como a trave e as barras paralelas; e fundou a primeira escola de ginástica artística em 1811.
A ginástica artística está presente nos Jogos Olímpicos desde a sua primeira edição, em Atenas 1896, e mantendo a sua posição de valor até a atualidade. Nesta primeira edição, apenas homens competiram, com apenas cinco países, em quatro aparelhos. Somente em Amsterdã 1928, as mulheres começaram a competir junto aos homens, participando de uma prova única por equipes.
Tipos de aparelhos da modalidade
Nas competições, os aparelhos femininos se diferenciam dos masculinos; enquanto os aparelhos femininos procuram demonstrar um aspecto artístico e agilidade, os aparelhos masculinos demonstram força e domínio. Dessa forma, as mulheres e homens são avaliados separadamente, cada um com suas devidas regras.
Aparelhos Femininos
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Solo: as atletas realizam uma série de acrobacias em um grande tapete que ajuda nos impulsos dos saltos, junto com elementos coreográficos, com foco nas manifestações artísticas e a apresentação sendo acompanhada por música.
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Barras assimétricas: são duas barras de diferentes tamanhos e separadas por uma distância, onde as ginastas realizam uma sequência de movimentos.
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Salto sobre a mesa: as ginastas fazem uma corrida inicial, para conseguir impulso e pulam em um trampolim para utilizarem a mesa e fazer as acrobacias, e depois posam com o pé mais firme possível no solo. O aparelho possui 1,1 metro.
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Trave de equilíbrio: as atletas realizam várias manobras em uma trave estreita em uma posição alta do chão.
Aparelhos Masculinos
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Solo: parecido com a modalidade feminina, porém não exige expressão artística e nem música.
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Barras paralelas: os ginastas realizam movimentos de força e equilíbrio, como os giros e paradas de mãos; e é obrigatório usar as duas barras ao realizar tais movimentos.
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Barra fixa: os atletas fazem movimentos de giros e mortais em uma barra elevada.
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Salto sobre a mesa: similar à modalidade feminina; porém o aparelho tem uma altura elevada, com 1,35 metro.
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Cavalo com alças: os ginastas realizam uma série de movimentos circulares e contínuos que exigem muita técnica, e somente a mão pode tocar no aparelho “cavalo”.
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Argolas: os ginastas precisam realizar movimentos de força e ter equilíbrio em dois anéis que ficam suspensos no ar.
Critérios da Modalidade
Como cada esporte, a ginástica artística também conta com suas regras únicas, que são elaboradas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG). As provas desta modalidade esportiva focam na perfeição na execução dos movimentos complexos, onde os ginastas utilizam vários aparelhos para fazerem essas manobras e serem avaliados por vários critérios dos juízes. Os critérios para a avaliação é avaliar a dificuldade e precisão das manobras, e desequilíbrios e quedas levam deduções. O atleta pode disputar e ser avaliado em equipes, que quatro ginastas competem em cada aparelho e a equipe vencedora é determinada pelo maior somatório de notas; e pode disputar individualmente, onde o vencedor é o atleta que tiver o maior somatório de notas em todos os aparelhos, ambas sendo classificatórias ou finais. Alguns dos critérios do esporte são:
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Durabilidade da rotina: dependendo dos tipos de competição, a rotina tem que ter uma durabilidade específica.
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Pontuação: a avaliação é feita através da dificuldade e da execução dos movimentos, ganhando pontos a cada manobra bem sucedida.
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Julgamento: os juízes avaliam os ginastas pelas técnicas, amplitude, aterramento das manobras e a composição da rotina.
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Execução da rotina: a rotina tem que ser executada perto da perfeição, com bastante técnica, força, amplitude e elegância.
Curiosidades
Sabia que a maior medalhista olímpica da história do Brasil até o momento (2024) é uma ginasta? A atleta desse grande feito é a Rebeca Andrade, que ao total possui 6 medalhas, resultados do seu grande desempenho nas Olimpíadas de 2020 e 2024.
A força e paixão da Rebeca por este esporte é surpreendente, mesmo tendo adquirido três grandes lesões graves em seus joelhos enquanto praticava o esporte, e ter feito cirurgias que poderiam afetar o seu rendimento, ela demonstrou a sua determinação por não desistir, e voltou da cirurgia mais dedicada e trouxe resultados ainda melhores nas competições.
Graças a essa grande determinação da campeã olímpica, ela sempre traz ótimos resultados ao Brasil nas Olimpíadas. Em 2020, conseguiu prata no individual geral e ouro no salto; e em 2024, trouxe bronze em equipes, prata em individual geral e salto, e por fim ouro no solo. No total, ganhou 6 medalhas, sendo a maior medalhista do Brasil. Assim, Rebeca Andrade tornou-se um orgulho para o país e entrou para a história da ginástica artística e das Olimpíadas.




Foto: (reprodução/internet)
Rebeca Andrade e as quatro medalhas conquistadas nas Olimpíadas Paris 2024 - Foto: (reprodução/internet)

